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sexta-feira, 26 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

uma campanha alegre,

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A recente campanha de márquetingue lançada pla câmara Municipal da Figueira da Foz, que "inclui um novo logotipo para acções de divulgação turística", é o mais acabado exemplo de desfaçatez, cara-de-pau, falta de jeito, de graça  e de ideias próprias que me foi dado assistir nos últimos tempos. Um autêntico caso clínico da mais cínica e disparatada  palermice armada aos cágados. Elaborada por uma "empresa especializada", esta bizantina e patética campanha pretende demonstrar aos próprios figueirenses, em linguagem totalmente cifrada para estranhos, que "a Figueira é diversa" e que "acaba por ser de todos e para todos". A coisa atinge o cúmulo da bizarria porque, ao que li, parece que pretende ser de âmbito nacional. É um pouco como se, para promover as delícias do deserto, a Namíbia fizesse o marquetingue da coisa inteiramente em Khoisan (a língua local, aquela dos cliques).
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Acontece que "de todos e para todos", apesar de até nem ser muito original, foi precisamente o slogan que a Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou em 2013, na última campanha autárquica.
Não pretendendo exprimir-me em nome da coligação que então representei como independente (tão garbosamente que tornaram a convidar-me este ano) atrevo-me contudo a dizer que esta apropriação de um slogan de campanha não me choca nem um bocadinho. A verdade é que a rapaziada não tem grande apreço por conceitos como propriedade privada (sobretudo de meios de produção). Gostamos de partilhar. Por isso mesmo, e pla parte que me toca, quero registar o meu lamento por a Câmara Municipal se ter ficado apenas pelo slogan. E lavrar o meu mais pungente e veemente protesto por que não se tenha apropriado também do programa.
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Acontece também que a coisa não ficou apenas por aqui. Nessa campanha, em 2013, permiti-me (no meu blogue pessoal, este mesmo), e sem comprometer a coligação pela qual me batia, fazer a minha própria campanha pessoal - à minha maneira, nãseissestãoaver. A ideia era contribuir para o esclarecimento dos que me visitavam levando-os a votar ou a  não votar na coligação que representava. Como não sei botar discurso fiz o que sei, que é desenhar, escrever, cortar, colar, juntar, montar. Assim elaborei umas quantas vinhetas, uma por dia, tantas quantos os dias da campanha. Coisas simples e despretensiosas, nas quais me diverti avacalhando solene e regaladamente alguns conceitos ou valores muito apreciados pelo gosto dominante na Figueira, tais como o casino, a misericórdia, o respeitinho, a obra-feita, a conveniência ou o eufemismo. Como esta, esta, esta, esta, esta ou esta; mas atentem sobretudo nesta.
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Se o conceito e o argumento vos parecerem familiares, espero que se juntem a mim num lamento. É verdade que o plágio, a citação ou a cópia são formas de homenagem; Leonardo dizia mesmo aos seus pupilos: "copiai, copiai, meus lindos; copiar é já aprender". Mas não há nada mais triste e humilhante do que ser-se homenageado por imbecis; e constrangedor, porque à custa do erário público.
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quarta-feira, 26 de abril de 2017

A Dendrolatria

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Para ser grande, sê inteiro: nada
          Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
          No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda
          Brilha, porque alta vive 


Ricardo Reis, in "Odes" 
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Descobri a palavra há poucos dias, através de António Amaro das Neves, no “Memórias de Araduca”, magnífico blogue sobre a sua cidade, Guimarães (também na barra lateral, em ligação permanente). Neves, por sua vez, aprendeu-a do grande Ruben Fonseca, outro dendrólatra confesso, e escreveu sobre isso a propósito de mais um projecto de atentado ambiental na sua cidade.
Enquanto isto, na Figueira discute-se (pouco, mal e porcamente, como sempre) a proposta do novo PDM do presidente Ataíde - uma espécie de nova jihad dos novos patos bravos à cidade - ainda que com as mesmas habituais cedências a interesses instalados e os mesmos concomitantes atentados ao ambiente, ao bom-senso e ao bom-gosto. Eu tenho-me dedicado à pintura. Encontrei um novo motivo. Decidi pintar uma árvore; não há muitas no meu trabalho e não quero merecer o reparo terrível que alguém apontou a Camilo, ”não existe uma única árvore em toda a sua obra”. Klimt, no início do século vinte, fez maravilhas com motivo tão prosaico. E Hockney, recentemente, também. A foto acima documenta o quadro numa fase ainda incipiente (o meu trabalho é muito lento, por vezes penoso e absorvente, o que explica o relativo abandono do blogue, pelo qual desde já peço desculpa aos seus seguidores mais fiéis).
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Confesso que sempre gostei de árvores. No princípio, na infância, com uma muda fascinação e, com os anos, com profundo respeito e por fim com uma autêntica e sincera devoção. É verdade, sou um dendrólatra. Não o escrevo porém, agora que conheço a palavra, com particular orgulho. Não me orgulho aliás por ser como sou, limito-me a sê-lo. Como as árvores.
O segredo, e o mistério, das árvores é o tempo – e o silêncio. Como da vida, e da pintura. Esse mistério, ou segredo, é uma longa paciência da qual só se retira algum exemplo vivendo, observando, reflectindo, fazendo.
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O quadro que tenho vindo a compôr – é disso que se trata, de uma composição – é pois sobre esse objecto da minha idolatria: uma única árvore (na verdade, uma das minhas nespereiras) com todas as suas folhas, as vivas e as mortas. Num rectângulo em pé, o tronco cresce-lhe desde a base e a copa ocupa-lhe dois terços da superfície superior tomando a forma vaga de um quadrado, deitado, do qual pende um baloiço. O todo quase só numa cor, ainda que em todas as suas declinações tonais, com breves e pacientes pinceladas em sucessivas e diáfanas velaturas.
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Mas não é apenas isso. Tal como a imagem que uma árvore deixa ver de si própria é apenas metade (a outra está subentendida na paisagem, subterrânea), nesta pintura também estou eu, inteiro, a minha vida, a minha casa, enfim o meu caso - ainda que também não à superfície.
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E este quadro, além de ter sido o feliz achado de um novo motivo, é também um lamento - um triste e desalentado lamento - por viver num tempo, numa cidade e entre uma gente que convive tão alegre e tão pacificamente, em alarve harmonia, com uma classe política tão velhaca e tão medíocre. E também um protesto - contra a estupidez de um poder autárquico comandado por um capitão Ataúde com o freio nos dentes para aterrar toda a várzea da cidade em grandes superfícies comerciais; um poder local cuja visão de pugresso se permite - pla voz inefável de Ana Carvalho, a vereadora do urbanismo, a propósito da alienação dos terrenos do horto municipal a um empório de mercearias - esta abóbrinha de auto-satisfação imbecil e desmiolada que não ficava mal a um especulador imobiliário: “Quanto mais se valorizarem os terrenos, melhor para a câmara”.
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Lamento que é apenas um suspiro, ou murmúrio, como os das árvores, e sobre cujos possíveis efeitos, ou repercussões, confesso, não tenho ilusões. Num concelho cujo município tem cada vez menos funções (o abastecimento de água potável, a recolha do lixo e agora até já o tratamento dos espaços públicos e do património ambiental, são negócio de privados) a sua única atribuição parece ser a recolha de fundos (a venda de património, como uma agência imobiliária) para pagar os serviços.
A verdade é que o povo não lê. O povo nem sequer - diverte-se na lama, como referiu Cesário Verde – refocila no futebol e, entre bjecas, tramossos e minuíns, na vida íntima das celebridades, na sordidez dos casos de polícia, nas gordas do Correio da Manhã, nos milagres dos pastorinhos, no Face-Book, passeia a família no xópingue ao Domingo, apoia a selecção e festeja o 25dAbril com corridas de carretas.
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Quanto a mim, ainda que não tenha atingido ainda a sua sabedoria, tento fazer como as árvores. Elas dão as suas folhas, flores e frutos sem pensar a quem ou para que possam servir. Sem ambição nem esperança, sem religião nem moral - até ao apodrecimento, esse fim, ou princípio, inexorável de tudo.
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

isto é muito bom.



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Como este é um blogue de desenhos, achei que ficava bem aqui.
Descobri-o há pouco. Morte e Vida Severina, do grande João Cabral de Melo Neto, que já retratei aqui. É muito bom. Texto integral. Fiel à aspereza do texto, o desenho do cartunista, também pernambucano, Miguel Falcão. Ora vejam.
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domingo, 26 de março de 2017

Cesário Verde, Contrariedades

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
    Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes
    E os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar, morreram-lhe os parentes
    E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve conta à botica!
    Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
    Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais uma redacção, das que elogiam tudo,
    Me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa
    Vale um desdém solene.

Com raras excepções, merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e a paz pela calçada abaixo,
Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho
    Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
    Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores
    Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua "coterie";
Ea mim, não há questão que mais me contrarie
    Do que escrever em prosa.

A adulação repugna aos sentimento finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exactos,
    Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe humedece as casas,
    E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia, à tarde, fracamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
    Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, eu rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
    Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a "réclame", a intriga, o anúncio, a "blague",
E esta poesia pede um editor que pague
    Todas as minhas obras...

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe a luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
    Que mundo! Coitadinha!
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terça-feira, 14 de março de 2017

O Rentes

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Os ideais dos gramáticos reaccionários não podiam deixar de aclamar o estilo de um homem cuja obra é uma escola de imbecilidade. Porque o que, em Vieira podemos levar à conta de uma loucura de génio, é em Bernardes a cretinice obsessiva de um filho natural de judeu e de mãe dissoluta, que quer todos os cristãos à escala da sua castração mental.
Jorge de Sena
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Rentes de Carvalho é a mais recente estrela literária do firmamento das letras luzitanas. O êxito contudo aconteceu-lhe já tarde na vida e de fora para dentro. Rentes tornou-se conhecido com um êxito editorial na Holanda, onde está radicado há mais de cinquenta anos. É verdade, no país das tulipas e das tamancas.
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Mas Portugal depressa o descobriu - diga-se que para ter sucesso no país do sol-posto (a ocidental praia lusitana) não há como ter sucesso lá fora. Os tugas adoram vencedores.
De origem humilde e sucesso tardio, o Rentes tornou-se porta-voz do que a nossa direita não confessa mas professa; uma espécie de intelectual orgânico invertido, ou às avessas; um saramago-de-direita. Um maitre a penser cujo determinismo tremendista encanta os leitores do Observador e os fãs de Francisco José Viegas, leva-os ao sétimo céu: apesar de ter obtido êxito e vencido na vida, o Rentes declama peremptório que isso não é para todos.
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Rentes é um prato cheio para quem aprecia um português “bom de lei”, como eles dizem. Na sua escrita (vê-se que leu com proveito o padre Manuel Bernardes) não há cá modernices, as histórias começam sempre no princípio e acabam invariavelmente no fim; e no meio, que é onde está a virtude - como certamente sabem os devotos do Padre Manuel Bernardes - é aí que ele parcimoniosamente dispõe as virgulas, os advérbios e até os complementos directos. Eu tenho contudo para mim que o que encanta esta turba na escrita do Padre Bernardes não é tanto a bela prosa como aquilo que vem embrulhado naquele português bom de lei que tanto exasperava Jorge de Sena: o fedor a bafio, a imbecilidade e ao mais reaccionário e xaroposo conformismo.
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O Rentes é careca. O Rentes é holandês. E fala como isso, como um skinhead  holandês. O Rentes diz cousas que eles nem pensam (eles não pensam) mas sentem; o Rentes fala-lhes ao coração.

O Rentes vota na extrema-direita. Não por convicção – diz ele – mas por protesto. Por reacção, portanto.
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sábado, 11 de março de 2017

Jaime Nogueira Pinto e a queixa das almas velhas censuradas

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O professor e politólogo salazarista assumido Jaime Nogueira Pinto foi convidado por uma novel organização fascista que dá plo mavioso nome de Nova-Portugalidade para dar uma palestra na Universidade Nova, em Lisboa.
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O velho lusito deve ter salivado com a possibilidade de instruir a nova mocidade portuguesa nas delícias do livre pensamento único. Mas a palestra foi cancelada.
Agora as velhas almas salazaristas queixam-se – Ah e tal a liberdade de expressão - coitadinhos, realmente não se faz.  A queixa teve enorme repercussão pública nos meios da notícia publicada. Muito mais do que se o velho estafermo tivesse de facto logrado arengar aos novos lusitos.
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Entretanto, os democratas do PNR manifestaram-se à porta da Universidade. Contra o totalitarismo. Só visto.
Assim, para que aos arautos do livre pensamento único nunca lhes falte palanque para palestra, nem aos imbecis liberdade de expressão  a Associação vintecincodAbril, dirigida pelo inefável ex-capitão dabril Vasco Lourenço, sempre na defesa de todas as santas liberdades, incluindo a de expressão, já franqueou as suas portas ao Nogueira Pinto. Para que possa livremente expressar as suas ideias. Digam lá que não é lindo.
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E estamos nisto.

Mas se foi para que Jaime Nogueira Pinto pudesse exprimir livremente as suas ideias que fizeram o 25dAbril, acho estúpido. Ele já tinha esse privilégio.
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sexta-feira, 3 de março de 2017

A bela e o herói do contribuinte centrista

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Assunção Cristas, a beta que leva a bandeira do partido dos contribuintes, disse que Paulo Núncio (sobre quem já me debrucei aqui) “mostrou grande elevação de caráctere que “o país lhe deve muito pelo trabalho de combate à fraude e evasão fiscal”.
Nem mais.
A fofa só não é loura mas de resto tem tudo para agradar ao país do CDS, encarecido e penhorado ao hercúleo esforço do bravo Núncio no combate sem tréguas “à fraude e à evasão fiscal”.
Oh captain!, my captain!, os seus dois neurónios dão gritinhos em uníssono, empenhadamente agradecidos.
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Fiz-lhe o retrato, em pin-up. Antes porém que me acusem de sexismo, machismo troglodita ou mais além, digo já que se trata apenas de uma suave referência àquele tipo leve de erotismo tão do agrado da cultura de massas - enfim, à cultura pop.
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sábado, 25 de fevereiro de 2017